Estava conversando com outra amiga, funcionária pública, ela disse que está desmotivada de trabalhar na área, porque não existe motivação, não sei se há algum setor público que os funcionários são motivados a fazer pelo menos suas funções, o mínimo. Ela faz a função dela e de outros também, existe na seção dela pessoas com o propósito de fazer pelo menos o mínimo. Tudo começa pelo chefe, que sabe apenas desmotivar, criticar, encobrir algumas pessoas que não fazem nada e assim vai.... Quantos lugares são assim? Em empresas públicas afeta diretamente a população, e empresas privadas é muito pouco a incidência, porque afeta no lucro e tem que recorrer de alguma maneira. Por que não terceirizar setores públicos? Acredito que seria muito mais eficiente.
Um jeito divertido de estar comigo, escrevendo coisas que estão na minha cabeça, no coração... Opiniões, pensamentos, frases, musicas, artigos, devaneios. Coisas que me indentifiquei, fazem pensar, refletir e me leve ao unico lugar: EU
19 de out. de 2007
18 de out. de 2007
Para quem não leu o artigo completo.
Opinião: Pensamentos quase póstumos
LUCIANO HUCK
LUCIANO HUCK
Luciano Huck foi assassinado. Manchete do "Jornal Nacional" de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.
Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.
Por quê? Por causa de um relógio.
Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.
Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.
Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.
Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável.
Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.
Onde está a polícia? Onde está a "Elite da Tropa"? Quem sabe até a "Tropa de Elite"! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.
Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso.
Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.
Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir --com um 38 na testa-- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase "infantis" para uma sociedade moderna e justa.
De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.
Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber. Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de "extraterrestres" fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?
Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no "Roda Vida" da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal. Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, "Tropa de Elite" é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando.
Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: "Cansei". O Lobão canta: "Peidei". Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.
Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.
Isso não está certo.
Artigo Luciano Huck
Eu também vou escrever sobre este artigo... porque fico indignada com o que algumas pessoas escrevem, dizem, criticam, poderia citar nomes, mas todos já sabem sobre quem falou o quê. Eu vejo que em sua maioria as pessoas acham certo esse tipo de bandidagem e caem matando em cima dos ricos que reclamam de seus direitos. Vejo a história do Robin Hood, típico herói inglês que roubava dos ricos para ajudar os pobres, mas nossos foras da lei roubam para aproveito próprio.
Penso que Luciano Huck, tem o direito à segurança como qualquer outro. E ainda, usou da imagem e importância na midia para reclamar para o bem de todos, porque um João qualquer escrevendo um artigo desse não teria tanta repercussão.
Penso que Luciano Huck, tem o direito à segurança como qualquer outro. E ainda, usou da imagem e importância na midia para reclamar para o bem de todos, porque um João qualquer escrevendo um artigo desse não teria tanta repercussão.
17 de out. de 2007
Bem vindo a mais um blog no ar...
Por que ser mais uma no mundo virtual?
O nome: InSanaMente Amém, pra expor tudo o que tem na mente insana das pessoas e na minha, principalmente meu desabafo, meus devaneios, meu tudo que tiver vontade.
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